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A Paróquia

Comunidade de fé em caminho desde o século XII, ao serviço da freguesia de Guifões, sob a proteção de São Martinho de Tours.

800+anos de comunidade
2igrejas paroquiais
15grupos pastorais
11 novfesta do padroeiro

História

Guifões guarda memória anterior à própria nacionalidade. Antes da Paróquia houve um castro, antes do castro houve antas. A fé deste povo é tão antiga quanto a sua pedra.

Do Neolítico, há mais de 5.000 anos, registam-se monumentos megalíticos cujos vestígios chegaram até hoje. Já na Idade do Ferro, e definitivamente durante o domínio Romano, o Castro de Guifões torna-se um dos mais importantes portos e entrepostos comerciais da bacia do Leça — em parte, o embrião do futuro porto de Leixões.

Alguns investigadores associam este castro à povoação de Tuculum, referida no Paroquial Suévico, na Alta Idade Média. O próprio nome Guifões tem provável origem pré-romana, talvez germânica, aparecendo latinizado nas formas Quiffonis, Quiffiones e Quisiones.

Gravura da Ponte do Carro sobre o rio Leça
O território de Guifões: castro, rio Leça e Ponte do Carro

Na Idade Média, Guifões esteve na posse dos reis fundadores: cedida por D. Sancho I à sua filha D. Mafalda, e mais tarde, em 1304, doada por D. Dinis ao Bispo D. Geraldo Domingues, integrada nos pertences do Mosteiro de S. Salvador de Bouças.

Nos séculos XV e XVI, com a actividade marítima pós-descobrimentos, Guifões assume primordial importância económica na região: a madeira para o fabrico de navios extraía-se nas suas matas e a terra tornou-se área privilegiada de recrutamento de marinheiros, pilotos, capitães e calafates.

Pequena freguesia rural, que cultiva milho graúdo, trigo, centeio e algum vinho.Memórias Paroquiais do Marquês de Pombal · 1775

Já no século XIX, Guifões é o berço dos irmãos José da Silva Passos ("Rei do Porto") e Manuel da Silva PassosPassos Manuel — duas figuras incontornáveis do liberalismo português e fundador, o segundo, do ensino liceal no nosso país.

Da história mais próxima é incontornável a figura do Padre Manassa (Joaquim Pereira dos Santos), cujo nome dá hoje o largo da Igreja Matriz, e a longa paroquialidade do Padre Américo Rebelo (1971–2023), pároco de Guifões durante cinquenta e dois anos.

História da Igreja Matriz

A fundação da Igreja de Guifões, no local onde hoje se encontra, remonta aos primeiros tempos do Cristianismo no Ocidente da Hispânia.

A primeira referência documental data de 1254, nas inquirições, que confirmam a existência da igreja e atribuem ao Mosteiro de Bouças a sua posse.

Cronologia

1258
A igreja referida nas inquirições
Anexa à igreja de Bouças
1320
Coletada em 60 libras por D. Dinis
Para auxiliar a guerra contra os Mouros
1574
Padroado real · Diocese do Porto
Reorganização eclesiástica
1699
Construção da actual igreja
Custeada pela Universidade de Coimbra
1755
Retábulos por Manuel da Rocha
Retábulo-mor e colaterais · 220$000
1758
Duas naves, cinco altares, duas confrarias
Memórias Paroquiais

A Igreja está localizada no Largo Padre Joaquim Pereira dos Santos. Implantação urbana isolada, em adro pavimentado a cubos de granito com desenhos geométricos, pontuado por canteiros e árvores de sombra. A nascente desenvolve-se o cemitério da freguesia; em frente, sobre plataforma elevada, encontra-se o coreto.

Párocos

Memória dos pastores que serviram esta comunidade desde 1591. Lista completa da paroquialidade de São Martinho de Guifões.

2023 — hoje
Pe. Amaro Gonçalo Ferreira Lopes
Pároco actual
1971 — 2023
Pe. Américo de Sá Rebelo
52 anos
1955 — 1971
Pe. Álvaro da Conceição Tavares
16 anos
1955
Pe. António Martins Vieira
10 meses
1951 — 1955
Pe. José Dias Inácio
4 anos

Diáconos

Colaboradores do pároco no serviço à Palavra, à Liturgia e à Caridade.

Diácono
Diácono José Campos
Secretaria paroquial

Património edificado

A paróquia administra um conjunto de espaços onde se desenvolve a vida litúrgica, catequética e comunitária.

Igreja Matriz de Guifões
Igreja Matriz — Largo Pe. Joaquim Pereira dos Santos

Igreja Matriz de Guifões

Templo paroquial reconstruído em 1699 pela Universidade de Coimbra, a quem a paróquia tinha sido doada. Lugar das celebrações dominicais solenes, das festas do padroeiro e dos sacramentos da iniciação cristã.

Igreja da Sagrada Família de Guifões
Igreja da Sagrada Família — igreja filial

Igreja da Sagrada Família

Igreja filial construída no século XX, sob a paroquialidade do Padre Américo Rebelo. Celebrações dominicais ao domingo de manhã.

Salão Paroquial

Espaço de encontro dos grupos pastorais, da catequese e das atividades culturais e sociais.

Residência Paroquial

Casa do pároco e secretaria paroquial. Centro de atendimento pastoral e administrativo da comunidade.