Biografia
Martinho nasce em 316 na Panónia (atual Hungria), numa família pagã. O pai, oficial do exército romano, dá ao filho o nome do deus da guerra. Mas o destino de Martinho será outro.
Ainda jovem é incorporado, contra vontade, no exército imperial. A sua busca espiritual leva-o, porém, a aproximar-se da fé cristã desde a adolescência. É catecúmeno antes de ser baptizado.
O sinal da capa
O episódio mais célebre da sua vida ocorre às portas de Amiens, num inverno rigoroso. Encontrando um mendigo nu e enregelado, Martinho corta a sua capa militar ao meio com a espada e cobre o pobre.
O que fizestes ao mais pequenino dos meus irmãos, a Mim o fizestes.Mateus 25, 40
Na noite seguinte, em sonho, vê Cristo coberto com aquela meia capa. O encontro decide-lhe a vida: deixa as armas e dedica-se inteiramente ao Evangelho.
Bispo de Tours
Após anos de vida monástica em Ligugé — primeiro mosteiro do Ocidente — é eleito bispo de Tours em 371, contra a sua vontade. Aceita por amor à Igreja. Funda o mosteiro de Marmoutier, evangeliza os campos da Gália, defende os pobres e enfrenta os poderosos.
Morre em Candes a 8 de Novembro de 397. É sepultado em Tours a 11 de Novembro — data que se torna sua festa litúrgica universal.
Culto e iconografia
São Martinho é frequentemente representado a cavalo, partilhando a capa com o pobre — gesto que se tornou a sua marca iconográfica. A capa (em latim cappella) deu nome às pequenas igrejas que a guardavam: as capelas.
A sua festa, no início de Novembro, coincide em Portugal com a tradição agrícola do São Martinho: castanhas assadas, vinho novo e fogueiras — sinais de partilha que mantêm vivo o gesto da capa.
São Martinho em Guifões
A Paróquia de Guifões celebra o seu padroeiro com solenidade no dia 11 de Novembro. A Comissão de Festas organiza tríduo preparatório, procissão pelas ruas da freguesia e o tradicional arraial.

A imagem do padroeiro, venerada na Igreja Matriz, é levada em procissão acompanhada pelo pároco, pelas confrarias, pelo Rancho Paroquial e por toda a comunidade.

